O que muda quando a criança desenha o que lhe vai na cabeça
Num livro de colorir, a criança pinta o que outra pessoa desenhou. A folha já vem decidida. A diferença entre pintar e inventar é quem manda na história.
Há uma diferença simples entre colorir e desenhar, e qualquer pai que já tenha visto uma criança a fazer as duas coisas conhece-a. A colorir, a criança está concentrada e calada. A desenhar, fala. Conta o que está a acontecer na folha.
A primeira é uma tarefa. A segunda é uma história.
A limitação do livro de colorir
Um livro de colorir tem um catálogo fechado: os desenhos que alguém decidiu imprimir. Se a criança quiser um dragão que trabalha numa padaria, não há essa página. E é quase sempre essa a página que ela quer.
O resultado é conhecido: quinze páginas por pintar, a criança perde o interesse ao terceiro princesa-castelo-unicórnio, e a culpa não é dela.
O que acontece quando a folha vem do que a criança disse
Quando a criança descreve e a folha sai com aquilo — o dragão, a padaria, o avental — a relação com o papel muda. Ela não está a executar a ideia de outra pessoa. Está a ver a sua própria ideia tornada visível, e a seguir a decidir de que cor é o avental.
É a diferença entre fazer um trabalho de casa e contar uma história. E é também mais tempo longe do ecrã, pelo caminho mais honesto: não por lhe tirarem o tablet, mas por haver uma coisa melhor para fazer.
O que é o ColorMe
Gera desenhos para colorir a partir do que a criança pedir, para imprimir em casa. Cada desenho é único; não é um catálogo pré-feito a que se vai buscar. Custa 9 euros por mês e está em colormebrush.com.
É um produto da VO Tech, Lda.
O que este produto faz
- A criança descreve, a IA desenha, imprime-se em casa
- Cada desenho é único — não é um catálogo pré-feito
